ainda bem que esperei


fico feliz por não ter agido

porque isso significa que estamos bem

sempre costumei achar que se arrepender por ter feito

era menos pior do que por não ter feito

que bom que não me arrisquei com o menos pior

pois nunca a vida foi tão boa

e não que esteja perfeita (longe disso)

só aderiu sentido, uma quantia significativa dele

nunca achei que encontraria tanto consolo nisto

mas creio que não precise de muito mais

obrigada a mim mesma por ter aguardado

por ter ansiado

por ter suportado

estamos sendo recompensadas com

sentido.

nossa rotina

e aqui estamos nós, 3 anos, 3 semanas e 1 dia juntos
e aqui estamos nós, dominados pela intimidade que por vezes me assusta
me assusta pois temo o constante conhecido, onde exatamente estamos
constantes e conhecidos!
constantes, sim, já que a rotina não nos permite nada mais
conhecidos, também, já que temos conhecimento de cada átomo um do outro e cada caminho que a mente um do outro percorre em diferentes cenários
os cenários também me assustam: constantes e conhecidos, sempre os mesmos
isso é ruim? tento me confortar com um não
não quero ser o tipo de pessoa que se cansa, enjoa, entedia 
não, eu quero ser mais, por nós!
mas… o mas sempre vem, carregando aquela pulguinha da dúvida
“e se?”, “será?“, “vale a pena?“
não se ofenda, por favor!
eu não digo nada disso por você
na verdade, tudo que fiz até aqui foi por você e acredito que farei, posteriormente, por mim
apenas não sei o que, como ou quando
isso está certo? essa dúvida que insiste em ir e vir com a constância de um tempo ruim decepcionante 
apesar desse tempo ruim, eu continuo quieta, imóvel e á espera de algo que nunca chega.

neckkiss:

“Never apologize for how you feel. No one can control how they feel. The sun doesn’t apologize for being the sun. The rain doesn’t say sorry for falling. Feelings just are.”

— Iain S. Thomas  (via perrfectly)

devo abrir mão de tudo que eu tenho por uma mínima chance de me sentir melhor?